O interesse pelas questões ambientais tem crescido desde a década de 70, tendo sido determinantes, para a consciencialização do público em geral, a publicação de obras de referência como a “Primavera Silenciosa” de Rachel Carson, em 1962, e "Os Limites do Crescimento" , de Donella Meadows, Dennis Meadows e Jørgen Randers, em 1972, considerados como os principais impulsionadores da emergência dos movimentos de protecção do ambiente.
A década de 70 foi, também a nível institucional, decisiva, na tomada de consciência dos problemas ambientais e no reconhecimento da necessidade de usar e gerir os recursos naturais de forma sustentável. Foi neste contexto que, em 1972, se realizou a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo, que, na sua declaração final reconhece a necessidade de uma visão e princípios comuns que inspirem e guiem o mundo na preservação e melhoria do ambiente.
A primeira entidade nacional dedicada, expressamente, à problemática do ambiente foi a Comissão Nacional do Ambiente, criada na dependência da Presidência do Conselho de Ministros, para preparar a participação portuguesa na referida Conferência de Estocolmo. Um longo caminho foi percorrido até à aprovação pela Assembleia da República, da Lei de Bases do Ambiente (Lei n.º 11/87 de 7 de Abril) que define princípios, políticas e instrumentos destinados à salvaguarda do ambiente.
A legislação actualmente em vigor, quer a que decorre do disposto na Lei de Bases do Ambiente quer de Directivas Comunitárias e do cumprimento de obrigações internacionais, de que é exemplo a Convenção de Aarhus, implica a disponibilidade de informação ambiental aos cidadãos que lhe permita a participação informada nos processos de tomada de decisão.
O Portal do Ambiente, construído com o apoio do Programa Operacional do Ambiente (POA), procura fornecer informação de base sobre um conjunto de temáticas ambientais, que, sem perder o rigor técnico, deverá ser acessível ao público em geral. Permite, ainda, pesquisa preferencial nos diferentes portais dos organismos públicos que, de algum modo, têm responsabilidades na protecção do ambiente, na gestão dos recursos naturais e na promoção do desenvolvimento sustentável.